DSOP em parceria com a ONG Não Me Abandone estarão presentes na ONG Brasil 2011

A ONG Brasil 2011 – III Feira e Congresso de ONGs Brasileiras, começa hoje, dia 15 de dezembro e vai até o dia 17 de dezembro. Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento das ONGs com atuação no Brasil, o evento deverá reunir 500 representantes do setor e tem como atrativo uma série de encontros destinados à capacitação de voluntários e viabilização de parcerias.

Na ocasião, a DSOP em parceria com a ONG Não Me Abandone, estarão juntas no estande para divulgar seus trabalhos.

Nos dois primeiros dias, o foco é para empresas investidoras e para a troca de experiências entre as organizações e no terceiro dia será aberta ao público.

Nos dias 15 e 16 de dezembro, o evento estará aberto das 12 às 20 horas; e no sábado, 17 de dezembro, das 10 às 17 horas, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo/SP).

A entrada é franca e a feira é aberta ao público, somente no dia 17 dezembro.

Confira a programação da feira – www.ongbrasil.com.br/downloads/programacao.pdf

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Aposentadoria sem dívidas

O Educador Financeiro, Reinaldo Domingos, estará ao vivo, a partir das 11 horas, na rádio Trianon AM, no programa ”O melhor para a melhor idade”, com apresentação de Lucas Neto, falando sobre ”Aposentadoria sem dívidas”. Não perca a entrevista! Participe! AO VIVO – http://radiotrianon.tempsite.ws/

Por motivo de agenda a entrevista foi remarcada para a próxima quinta-feira, dia 22 de dezembro.

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Mega da Virada: aposta deve ser com consciência, sem se tornar um hábito

No dia 31 de dezembro, a Mega Sena da Virada deve dar um prêmio de R$ 170 milhões, um dos maiores da história. Com isso, a correria dos brasileiros para fazer suas apostas e, quem sabe, se tornar um milionário fica cada vez maior com o passar dos dias.

De acordo com o educador financeiro, Reinaldo Domingos, não há problemas em fazer um jogo. Segundo ele, é até recomendado, desde que para isso sejam direcionados pequenos valores, sem que a famosa “fezinha” vire um hábito.

O educador afirma que o grande erro das pessoas é pensar que a única forma de se tornar independente financeiramente é por meio da sorte. “É comum as pessoas se acomodarem pensando que a independência financeira depende da sorte, mas, sempre afirmo, mais do que sorte, para se tornar independente, é necessária a atitude de buscar se educar financeiramente e atingir este objetivo”, explica.

Educação financeira

Na educação financeira a pessoa aprende a ter objetivos materiais que serão realizados e, entre estes, sempre deverá estar o da independência financeira. Segundo Domingos, os sonhos são divididos em curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazo (mais de dez anos). “Tornar-se sustentável financeiramente deve ser um objetivo de longo prazo, porém, para atingi-lo, o início deve ser imediato”, afirma.

Em uma aposta da Mega Sena da Virada, a chance de acertar os seis números é de uma em 50.063.860, segundo os dados oficiais da Caixa Econômica Federal. Por isso, Domingos explica que, se uma pessoa decide se tornar sustentável financeiramente, as chances dependem só dela.

Uma das dicas do educador financeiro é que não se deve guardar apenas o que sobrar no fim do mês, mas criar um hábito de fazer reservas praticando o consumo consciente. “O caminho deve ser o contrário do que normalmente se toma. Ao receber seus rendimentos, a pessoa já deve imediatamente separar uma parte para os seus sonhos. Com isso, não haverá risco de cair nas tentações do consumo”, explica.

O educador também explica que é fundamental que as pessoas saibam exatamente os valores dos sonhos, sabendo assim o quanto deverão guardar mensalmente para cada um. “O tipo de aplicação que deverá feito para realização dos sonhos também dependerá do tempo que pretende realizá-lo. Para uma aposentadoria sustentável financeiramente, geralmente é preferível aplicações de longo prazo, como uma previdência privada ou título do tesouro”, aconselha.

Por fim o educador conclui que fazer apostas, sendo pequenos valores e não se tornado um hábito, não é o problema, e se ganhar, melhor ainda. Entretanto, para quem quiser realmente ter chances de ter o dinheiro para sua segurança financeira, o caminho é ter sonhos e sair em busca da educação financeira.

FONTE: Info Money


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Dívidas dos moradores do Amazonas somam R$ 6,1 bilhões

O endividamento dos moradores do Amazonas acumula R$ 6,1 bilhões, segundo os últimos dados do Banco Central (BC) e parte dessa dívida não especificada pela autoridade monetária é sem valor, ou seja, de pagamento de bens de consumo.

De acordo com a DSOP de Educação Financeira, existem dois tipos de dívidas: a de valor e a sem valor. A primeira é contraída quando há desejo de ampliar o patrimônio, como a compra de casas ou carros, ativos com valor de revenda. Já a segunda, a mais comum entre os consumidores, agrega pouco ou nenhum valor à saúde financeira do cidadão, como o cartão de crédito e o cheque especial utilizado para comprar produtos sem valor de revenda, de pouca liquidez, como definem os economistas.

Segundo o presidente da DSOP, o especialista em finanças pessoais  Reinaldo Domingos, o vilão do consumidor é a dívida sem valor. “Na dívida sem valor, as pessoas compram com o dinheiro que não têm  coisas que não precisam. Ela ainda atrapalha o pagamento da dívida de bens que agregam valor”, explica o educador financeiro.

Além da compra por impulso, de acordo com o educador, algo que contribui para a propagação da dívida sem valor é o  crédito fácil. “O limite do cartão geralmente é o dobro do que a pessoa ganha. Daí ela se ilude com a ‘confiança’ que o banco despeja nela. Mas é lógico que os bancos vão cobrar caro por isso”, alerta.

Na análise de Domingos, para evitar a dívida sem valor é preciso que o consumidor se eduque e coloque no papel as suas prioridades. Perguntas como ‘eu preciso disso agora?’ e ‘o que vai agregar para mim?’ são primordiais para qualquer pessoa. “É essencial também saber se eu tenho dinheiro para comprar. Se eu não tenho, não compro. Se for parcelar, verificar se posso ou não arcar com esses valores”, disse.

Para o especialista, as dívidas de valor são necessárias em muitos casos e até mesmo positivas. Segundo ele, a dívida de valor agrega qualidade de vida, mas é preciso ter atenção, pois ela traz junto consigo os juros.

“É fundamental entender que a dívida com valor não deve ser tratada como um problema, mas também a pessoa vai pagar mais caro para obter o bem do que se poupasse e comprasse à vista. O problema é que não criamos o hábito de poupar antes e comprar depois”, explica.

“Dívida é dívida, mas o que a diferencia é a forma de pagamento”, avalia o economista Martinho Azevedo, para quem é sempre melhor esperar, poupar e  até usar o dinheiro de uma maneira que traga maior retorno. Para ele, é imprescindível saber o limite e verificar se vai conseguir honrar com o compromisso.

A técnica em radiologia Albertina Coelho, 37, já esteve nos dois lados da história, mas conseguiu se livrar da dívida sem valor. “Eu tinha uma dívida de cartão de crédito  mas consegui quitar. Há dois anos  pago R$ 500 em um consórcio de um veículo. Deixo de fazer várias coisas, como viajar nas férias e comprar outros produtos”, relata.

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Muito cartão, pouca informação

Já existe hoje quase um cartão de crédito por habitante no Brasil – são 153 milhões de cartões para uma população de 190 milhões de pessoas. O aquecimento da economia brasileira e a popularização do cartão, porém, não foram acompanhados por um maior esclarecimento da população sobre termos como juros e poupança. Realizada em 2008 pelo Instituto Data Popular, com 1.809 pessoas em seis capitais, a Pesquisa Nacional do Grau de Educação Financeira da População Brasileira revelou que o nível de conhecimento no assunto ainda é muito baixo. Entre as conclusões da pesquisa, estão que três em cada dez brasileiros pagam apenas o valor mínimo do cartão de crédito (ignorando os juros) e que 44% pediram dinheiro emprestado nos últimos meses. No caso das classes C e D, quase metade dos entrevistados (43%) com até três anos de estudo que fizeram compras a prazo optaram por parcelas de valores menores, ainda que essas prestações embutam juros altos e aumentem o preço final do produto.

Para introduzir os jovens no universo das finanças e prepará-los para fazer escolhas mais conscientes, escolas públicas e privadas estão investindo em aulas e programas desde os primeiros anos do Ensino Fundamental. Na rede pública, o projeto piloto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) já está em vigor em 410 escolas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins e do Distrito Federal (box). As instituições de ensino particulares também adotam diversas metodologias, a fim de desvendar o mundo financeiro para seus alunos.

Há dois anos, os professores de Matemática do Ensino Fundamental do colégio Encanto Juvenil receberam mais uma missão: ensinar conceitos de educação financeira para crianças e adolescentes de baixa renda, com idades entre 7 e 14 anos. Desde 2009, as turmas do segundo ao nono ano possuem em sua grade uma aula semanal de 45 minutos, na qual são discutidos termos como despesas prioritárias, consumo consciente, salário e faixa de renda. A escola, localizada no bairro Jardim Ângela, na periferia de São Paulo, utiliza a metodologia DSOP (iniciais de diagnosticar, sonhar, orçar e poupar), criada pelo educador financeiro Reinaldo Domingos. Presente em 67 escolas em oito estados brasileiros, a metodologia DSOP trabalha a educação financeira com foco no comportamento do indivíduo e no estabelecimento de hábitos e costumes. O educador defende a aplicação de conceitos de educação financeira desde os primeiros anos da criança na escola. “É muito mais fácil entrar com esses ensinamentos logo nos primeiros anos, porque é um trabalho de conscientização e familiarização”, conta. Segundo o diretor do colégio Encanto Juvenil, Jairo Lopes, os ensinamentos chegam a extrapolar os limites da sala de aula e batem na porta da casa dos alunos. “Às vezes o pai tem uma dúvida e pede para o filho perguntar na aula de educação financeira”, comemora.

Os alunos do Colégio Gutenberg, localizado em Mogi das Cruzes (SP), que utiliza a mesma metodologia, contam que aprenderam a contabilizar melhor os gastos e a pensar duas vezes antes de consumir. “Agora, quando vou a algum lugar, analiso o preço para guardar e comprar coisas legais que desejo com o meu próprio dinheiro”, relata Lucas Lorijola, do 6º ano do Ensino Fundamental. Diretor da escola, Leonardo Assis explica que os estudantes mais novos envolvem-se com educação financeira a partir de situações lúdicas. “Já os adolescentes são levados a discutir questões financeiras tendo o contexto social como plano de fundo”, afirma. As aulas são dadas uma vez por semana, em uma disciplina chamada Educação Financeira e Empreendedorismo e ministrada pelo professor de Matemática.

DIA MUNDIAL SEM COMPRAS
No colégio particular Magister, na zona sul de São Paulo, o fio condutor do programa de educação financeira é o livro Você Sabe Lidar com o Seu Dinheiro?, de Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca. Os conteúdos do livro são distribuídos em duas disciplinas: Matemática e Língua Portuguesa. No caso da Matemática, a professora -Elisabeth Commans aproveita o gancho de temas próprios da disciplina, como regra de três, porcentagem e estatística, para trabalhar o assunto dinheiro com os estudantes. Em 2011, os alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental saíram de férias com uma atividade na mochila: entrevistar diferentes grupos de pessoas sobre temas como orçamento e renda. Com os dados nas mãos, os estudantes montaram gráficos e apresentaram os resultados para os pais. Segundo a professora, a abordagem do tema na escola é importante para que os alunos entendam melhor o que é o dinheiro e seu valor. “Com as pesquisas, eles ficaram sabendo quanto ganha um aposentado, como os jovens gastam seu dinheiro em supérfluos e também um pouquinho sobre poupança e cartão de crédito.”

Forma de protesto contra o consumismo inicialmente criada em países de língua inglesa, o Buy Nothing Day (Dia Mundial sem Compras) também é comemorado pelos alunos da escola Stance Dual, como parte das atividades ligadas às aulas de educação financeira. Segundo a coordenadora do Ensino Fundamental I, Luciana Lapa, a data é um convite à conscientização. “Eles não são proibidos de comprar nem penalizados, mas são levados a refletir”, explica. A escola bilíngue localizada em São Paulo possui um programa de educação financeira há sete anos, estruturado a partir da metodologia desenvolvida pela consultora Cássia D’Aquino, que tem como objetivo ensinar crianças e adolescentes como poupar e planejar seus gastos. Os temas são abordados de maneira transversal desde o Ensino Infantil até o Fundamental II – além disso, há aulas específicas a cada 15 dias. Para Luciana, conceitos trabalhados com os alunos como ganhar, gastar, poupar e doar acabam extrapolando os limites da sala de aula e modificando a maneira como os próprios professores e coordenadores utilizam seus recursos. “Esses valores passam a fazer parte do nosso cotidiano.”

FONTE: Carta Capital – 13/12/2011

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Veja como realizar o sonho da casa própria

O sonho de possuir uma casa própria acompanha um grande dos brasileiros. Os motivos são vários: deixar de dividir a casa com parentes, amigos e, principalmente, parar de pagar aluguel. Contudo, a falta de um planejamento financeiro faz com que muitas vezes esse sonho se torne um verdadeiro pesadelo, levando a pessoa a um grande endividamento, que comprometerá o futuro financeiro dela e de sua família.

Assim, qual é a hora certa de comprar uma casa? A resposta dessa pergunta é que essa aquisição só será possível quando a pessoa tiver total controle de suas finanças pessoais, podendo direcionar uma parte de sua receita para esse fim. Para isso é necessária uma posição pró-ativa da pessoa perante o dinheiro, isto é, ela tem que passar a controlar os seus gastos, tomando as rédeas de sua vida financeira.

O primeiro passo é estabelecer qual o valor do sonho que deseja realizar. Assim tem que mentalizar qual é a casa que pretende comprar. Só com esse valor em mãos é que realmente se pode iniciar o controle das finanças, determinando o objetivo a ser atingido. O próximo passo será a elaboração de anotações diárias com todos os gastos descriminados, esse material deve ser repassado para uma planilha, a partir da qual a pessoa realizará uma análise mensal dos gastos, vendo onde esses são excessivos e o que pode ser feito para economizar. São vários os exemplos para fazer economia: como são os casos das famílias que possuem dois carros, deixando um parado na garagem. Caso essa família venda um carro economizará, se o carro for popular, aproximadamente R$ 500,00 por mês. Esse é apenas um caso de muitos dos que podem fazer com que conquistemos uma economia maior.

É importante registrar que não basta somente guardar o valor total da casa, mas também somar a este montante o valor da escritura, instalações, móveis entre outros gastos. Caso entre em um financiamento, lembre-se, essa linha é aceitável, por ser uma forma de ‘dívida de valor’, mas o problema é perder o controle das finanças e ter que devolver a casa por falta de pagamento. Assim, separe sempre o valor das prestações e sempre tenha uma reserva especial.

Também deverá ser verificado e estudado o entorno de onde pretende-se comprar a nova casa. Por um motivo simples, que é o custo de vida do novo local a morar, geralmente se pretende um melhor lugar e aí o custo do padrão de vida pode refletir diretamente no orçamento financeiro, como exemplo podemos citar aumento do custo da padaria, gasolinas, açougue, condomínio, IPTU entre outros. Ainda sobre o local, uma casa perto do local de trabalho é interessante, mas não fundamental. Mesmo assim, o ideal e comprar uma casa em local de fácil acesso.

Não pense que as preocupações acabaram, sendo que é sempre importante lembrar que uma casa nova também cria a necessidade de reformas, por isso, a situação da casa também é fundamental. Uma casa em estado péssimo de conservação com certeza representará custos, sendo que ninguém é feliz em uma casa caindo aos pedaços. O ideal é uma casa nova, caso não seja possível examine cuidadosamente suas instalações, antes de fechar o negocio.

Com a facilidade de crédito podendo chegar até 30 anos para pagar, a tão sonhada casa própria se criou um grande risco para nossas famílias, visto que a população brasileira ainda não tem o hábito e cultura de projetar em seu orçamento estas prestações. É aconselhável que se faça uma simulação em algumas instituições financeiras de crédito habitacional e conhecendo o valor da prestação, deverá ser feito uma simulação inserindo este valor dentro do orçamento financeiro.

É muito importante registrar que nem sempre a melhor opção é trocar o aluguel pela prestação da casa própria. Muitas vezes é melhor conhecer o que iria pagar de um financiamento e continuar pagando aluguel e guardar a seguinte diferença: o valor que resulta da prestação do financiamento projetada, menos o valor do aluguel. Fazendo as contas, por incrível que pareça poderá comprar a casa a vista em nove anos.

Também registro que os juros de financiamento no Brasil ainda são muito altos. Para se ter uma idéia, o montante pago em 30 anos de financiamento poderá chegar a três vezes o valor da casa a ser comprada. Se a compra for a vista, além de não pagar juros, você ganhará com o dinheiro aplicado e terá condições de pedir descontos quando da efetiva compra.

Contudo, o mais importante antes de comprar a casa própria não é a forma de pagamento e sim ter controle da situação financeira e realizar um planejamento para essa compra, sempre separando os valores logo que receba seus rendimentos. A velha mania de guardar as sobras para os sonhos são os maiores limitadores. Assim, ponha seus sonhos em prática, você será muito mais feliz.

Por: Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e autor dos livros Terapia Financeira, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro (todos pela Editora DSOP), além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

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Dólar instável afeta as viagens de final de ano e férias em todo o país

A crise internacional está levando muita incerteza aos mercados. Neste cenário, os investidores fogem do risco e correm para comprar dólar. O resultado é que nos últimos meses, o preço da moeda norte-americana disparou e bateu a casa dos R$ 1,80.

Na última semana, a moeda norte-americana fechou com alta de 0,98%. Quem programou viagem para o exterior pensando em aproveitar o câmbio favorável que prevaleceu durante boa parte do ano, levou um susto.

É o caso da estudante Elisa Magaldi, que desembarcou no Reino Unido no final de outubro. Ela definiu que viajaria em julho, mas deixou para comprar moeda bem próximo à data do embarque e viu o preço do dólar disparar e levar junto a libra. O aumento na cotação foi de 12% no período. “Me dei muito mal. Quando comecei a pesquisar a viagem, em julho, (a libra) estava R$ 2,75, quando comprei (em outubro) estava R$ 3,10.

A economista da Fundação Getúlio Vargas, Virene Matesco explica que o momento é de volatilidade em todo o mundo devido à crise econômica pela qual passam Europa e Estados Unidos. Segundo ela, o preço do dólar tende a oscilar muito, embora a trajetória no médio prazo indique viés de baixa.

A publicitária Mariana Veronez programou a viagem de férias de dez dias a Nova Iorque, nos Estados Unidos, há dois meses, no entanto, também deixou para comprar o dólar apenas esta semana. Ela conta que não imaginava que o dólar se valorizaria ainda mais no período. “Não comprei na época porque (o câmbio) estava muito instável. Eu estava esperando para ver se baixava mais. Eu pensei que iria subir mais, então revolvi comprar essa semana”, disse Mariana.

No entanto, a cotação da moeda norte-americana entre outubro e dezembro aumentou, ao contrário do que imaginava a publicitária. Há dois meses, o dólar estava custando R$ 1,76.

As duas viajantes optaram por não comprar dólar em grandes quantidades. Mas a estratégia usada por cada uma foi bem diferente. Elisa optou por adquirir o cartão pré-pago, em que o cliente adquire a quantidade que desejar da moeda na cotação do dia e pode fazer saques em dinheiro, recargas e o saldo jamais expira.

Segundo o economista da Universidade Federal Fluminense (UFF) Cláudio Considera, usando o cartão, o consumidor foge do imposto e da incerteza do cartão de crédito. “Ele (o cartão pré-pago) é a melhor opção porque não possui taxa de administração e é mais controlado”.

Já Mariana levará consigo o cartão pré-pago, mas pretende usá-lo apenas em caso de emergência. A decisão da publicitária é usar o cartão de crédito, que, segundo ela, permite saques direto nos caixas eletrônicos até o valor do limite de crédito.

No entanto, o presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira e autor do livro Terapia Financeira, Reinaldo Domingos, alerta que o cartão de crédito deve ser evitado devido à incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi elevado de 2,38% para 6,38% este ano pelo governo.

“Sacar o limite do cartão é uma loucura. Ela vai pagar o IOF. O conselho é fugir do cartão de crédito. Ela estará gastando além do que precisava. Além disso, ela vai pagar o câmbio do dia. E pode ser que o dólar suba ainda mais, se aproximando de R$ 2”, alertou Domingos.

Conselhos – Para evitar que o sonho da viagem ao exterior se torne um pesadelo, algumas dicas podem ser preciosas. O educador financeiro Reinaldo Domingos diz que o planejamento é fundamental para evitar prejuízos.

“O ideal é que as famílias planejem o que vão fazer nesse período do ano com grande antecedência, assim os impactos desses valores são menores. Entretanto, as pessoas, em sua maioria, ainda não são organizadas financeiramente para realizarem seus sonhos”.

Segundo Domingos, quem vai viajar precisa ter uma reserva para garantir que a viagem seja tranquila. “É necessário que o viajante faça uma reserva entre 30% e 50% do valor que ele imagina que gastará”.

Outra dica dada pelo educador é pesquisar muito em busca de descontos e preços menores. “Alternativas ótimas e baratas podem ser encontradas, mas é necessário disposição e um pouco de suor. Se for de avião use as vantagens existentes como milhagem”.

Uma preocupação que os viajantes precisam ter é com os telefones celulares.

As ligações recebidas são pagas pelo viajante e podem ser cobradas considerando o dólar no período. Os hotéis também costumam cobrar taxas adicionais para chamadas internacionais. Assim, para Domingos, o cartão telefônico pode ser a melhor opção. “Aconselho que alugue um rádio, caso seja necessário falar muito. Ou então compre um cartão. Usar o celular no exterior é queimar dinheiro”.

Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br

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