Com certeza o planejamento financeiro é fundamental, para tanto oriento a elaboração de um bom diagnostico financeiro, registrando o que ganha, o que gasta, se tem dívidas, dinheiro guardado (caso tenha). O objetivo do diagnostico é dar uma visão real da situação financeira e descobrir para onde vai cada centavo do dinheiro, alerto que é preciso registrar até mesmo os pequenos gastos, como gorjeta, cafezinho, feira, padaria, pois, são nas pequenas despesas que encontram-se o descontrole do dinheiro.
O Sonho, ou objetivo, é o segundo passo para começar bem 2010, a virada de ano é um bom momento para se refletir e estabelecer o que verdadeiramente a pessoa ou a família quer para sua vida. Essa meta pode ser de curto (até um ano,) médio (até 10 anos) ou longo prazo (acima de 10 anos). Mas é fundamental que se estabeleça o valor desse objetivo e o tempo em que pretende ser alcançado, sugiro uma reunião familiar com a participação de todos, até crianças, onde ocorrerá uma conversa bastante franca.
O terceiro passo é elaborar um bom Orçamento Financeiro para que se consiga visualizar todo dinheiro que entra e sai. A grande diferença nesse ponto, é que na Metodologia DiSOP, que criei, a pessoa deverá incluir em primeiro lugar nesse orçamento o dinheiro para a realização do sonho, que deve ser retirado e guardado antes de começar a gastar. Exemplo: Se ganha R$ 1.000,00, tira R$ 200 para sonhos e objetivos, o saldo de R$ 800,00 será utilizado para o gasto do mês e para todas necessidades pessoais e familiares de alimentação, moradia, manutenção, educação etc. O importante é priorizar o Sonho e reservar o dinheiro para ele.
No quarto e último pilar é o Poupar, que é o resultado dos três passos anteriores, ou seja o dinheiro aparecerá e deverá ser guardado em algum lugar, seja na caderneta de poupança, títulos do governo ou ainda ações na Bolsa de Valores, mas é necessário atenção, visto que a recomendação é que não se guarda ou aplica o dinheiro se não houver o sonho atrelado ao mesmo, e o tipo de aplicação também deverá ser direcionado ao prazo para atingir os objetivos, que pode até mesmo sair das dívidas.
O planejamento mensal é a fórmula chave para não ter surpresas desagradáveis na hora que chegar as contas? A melhor forma desse planejamento é colocar os gastos no papel? Se sim, todos os gastos ou só os principais?
30/Outubro/2009A “sociedade do consumo” que vivemos hoje, alimentado pelas propagandas e as facilidades de pagamento é um dos fatores para quem muitos brasileiro estarem endividados?
29/Outubro/2009Não existe um único fator para a alta inadimplência e, sim, um conjunto dentro os quais se destacam a grande facilidade em conseguir crédito, as fortes ações de marketing das empresas, a taxa de desemprego, a crise financeira, estímulos do governo para o consumo com redução de imposto de alguns produtos e falta de educação financeira. Assim, para resolver a questão das dívidas é preciso de ações muito mais fortes do que apenas incentivar o pagamento das compras em dias, sendo necessária a criação da idéia da compra consciente, a mudança da política de incentivo ao consumo irresponsável por parte do governo, um maior controle das taxas de juros e o mais importante a disseminação da educação financeira não só para os adulto, mas também nas escolas.
Porque é tão freqüente que as pessoas que tenham dívidas contraiam mais dívidas e isso vire uma verdadeira “bola de neve”?
28/Outubro/2009É muito comum a pessoa perder a fé, e nestes casos de dívidas a resposta é sempre assim: já que estou endividado mesmo, mais uma ou duas dividas não trará mais mal. Mas esse pensamento não é verdadeiro, é preciso mudar de postura financeira e resolver o problema. Saiba que sempre existe solução e ela passa pela educação financeira. O primeiro passo para sair das dívidas é saber exatamente o que se deve e para quem. Em seguida será primordial abolir os juros altos e abusivos. Entenda-se por juros altos ou abusivos qualquer índice acima de 3%. Na maioria dos casos é possível até mesmo a retirada total dos juros. É uma questão de atitude, o consumidor tem de se posicionar firmemente. Um exemplo da disposição em negociar para receber ao menos o principal da dívida está nas operadoras de cartão de crédito. Esta é uma possibilidade bastante clara: fazer uma composição da dívida, em parcelas já fixadas e sem qualquer juro. Nós do Instituto de Educação Financeira DiSOP (www.disop.com.br) podemos ajudá-lo nesta empreitada! Recomendamos também o livro Terapia Financeira (Editora Gente) para você e o livro O Menino do Dinheiro (Editora Gente) para seus filhos.
Aposentados devem investir
27/Outubro/2009Praticamente metade dos aposentados tem a folha de pagamento comprometida com empréstimos consignados, que se tornam atrativos por causa das taxas de juros reduzidas. Os especialistas alertam que a abundante oferta de crédito aos idosos é perigosa para o orçamento pessoal e deve ser trocada pelo investimento em aplicações financeiras.
Os dados mais recentes do Ministério da Previdência Social apontavam que 12,6 milhões dos aposentados haviam contratado crédito consignado, em novembro do ano passado, para um total de 25 milhões de pensionistas. “As pessoas de terceira idade têm problemas para administrar sua renda que geralmente têm origem na ausência de educação financeira no início da vida”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor de Terapia Financeira (Editora Gente).
Diagnóstico – A recomendação do especialista é, primeiro, a realização de um diagnóstico financeiro. O aposentado deve registrar quanto ganha e quanto gasta. Nesse ponto, é importante realizar um levantamento de todas as pequenas despesas realizadas no mês, como gorjetas ou remédios. Detectado todo o orçamento, a dica é ver quanto é possível economizar em um mês e colocar esse montante em alguma aplicação financeira.
Para os muito endividados: o que fazer para tirar o pé da lama e se livrar do pagamento dos altos juros?
21/Outubro/2009Primeiro é preciso ter sonhos, disciplina, perseverança e atitude, estas palavras tem grande sentido na busca do conhecimento da educação financeira. A partir disto é preciso ter uma estratégia bem estruturada para que saia definitivamente do endividamento, combatendo a causa do problema e não o efeito, muitas vezes as pessoas apenas trocam os credores, isso não resolve, fazer acordos e não cumprir pode fazer com que a situação fique ainda pior. Por isso, o primeiro passo é fazer um diagnóstico de sua situação financeira, a partir do qual você visualizará onde pode economizar e quanto poderá dispor por mês para pagar suas dívidas. Com isso em mão, você deverá procurar seu credor para negociar um prolongamento do parcelamento com juros baixo. Caso não consiga procure uma linha de crédito com juros o mais baixo possível. Contudo, reforço que os valores devem ser possíveis de serem pagos e as parcelas sempre devem estar dentro de seu orçamento mensal. Para ter mais informações pode acessar gratuitamente o site www.disop.com.br.
Quais dicas você aponta para comprar sem sair do orçamento.
20/Outubro/2009A primeira dica é comprar a vista os produtos, com isso o consumidor tem maior poder de negociação, além de ter a certeza de já ter pago pelo que possui. Para muitos pode parecer difícil realizar uma compra a vista, mas isso é mais simples do que parece, basta ter planejamento. Com isso, você estabelece os sonhos que deseja adquirir, e o período de tempo que você planeja atingir. A partir disto, você saberá quanto terá que economizar mensalmente para conquistar esse objetivo. Com isso o consumidor conseguirá adquirir o produto totalmente quitado antes do que imagina. Caso a necessidade de aquisição do produto seja imediata e o consumidor tenha que parcelar a dica que dou é incluir esse valor como sendo parte do orçamento mensal. Com isso, logo que receba o dinheiro a parte da parcela já deve ser deixada de lado. Também é fundamental que na hora da compra do produto, seja feita uma negociação conseguindo as menores taxas de juros, se possível taxa zero.
Quais são os grandes prejuízos para aqueles que não conseguem se controlar e vivem comprando parcelado?
19/Outubro/2009O resultado é quase sempre é o desequilíbrio financeiro, gerando o endividamento, infelizmente muitos consumidores estão sendo vítimas da facilidade de crédito e quando percebem estão com a saúde financeira totalmente afetada, e isso reflete em casa, no trabalho e no lazer, gerando desconforto e baixa estima. Quando se parcela alguma compra tem que ter a certeza que esta prestação caberá no orçamento mensal.
Domingos no programa Olga Bongiovanni
15/Outubro/2009Como dar mesada para seu filho? O educador financeiro Reinaldo Domingos estará no programa Olga Bongiovanni desta quinta-feira (15) falando sobre o tema. O programa passa na TV Aparecida a partir das 19h15. Em São Paulo o canal pode ser assistido pelo canal 36 UHF.
Mais informações podem ser obtidas pelo site http://www.tvaparecida.com.br/programas.php?id=398 , onde também se pode aconpanhar o programa.
Um dos principais resultados do estudo, realizado pelo Instituto TSB&B a pedido da MasterCard, é que 58% afirmaram que costumam comprar parcelado. Os meios de parcelamento mais comuns são o cartão de crédito (40%) e o crediário/carnê (36%). Porque o brasileiro vem se acostumando a comprar dessa forma?
15/Outubro/2009O grande problema enfrentado pelos brasileiros é a falta de planejamento para a realização de compras a vista, o que possibilitaria várias vantagens, dentre as quais descontos. Isso também representa em um dos grandes causadores de problemas financeiros para os brasileiros. Coloco dois fatores que definem a utilização do parcelamento no ato da compra:
O marketing publicitário, que impulsiona a compra de produtos que muitas vezes as pessoas nem mesmo sonham em ter, e que não possuem planejamento financeiro para adquirirem a vista, restando como alternativa o parcelamento. Além do marketing, existe a facilidade na obtenção créditos para parcelamento nas compras e o fato de não associarem as parcelas com as quais estão se comprometendo como sendo dívidas. Existe um erro de conceito muito comum dos brasileiros quando pensam em dívidas, avaliando que essas são apenas as contas que não se podem pagar. Na realidade, qualquer forma de parcelamento, seja em cartão como em crediários já é uma forma de endividamento, e com isso haverá o comprometimento de parte de suas finanças por um longo período de tempo e se essa demanda não estiver no orçamento, o consumidor se tornará inadimplente. O problema maior para o crescimento desses tipos de compra é a falta de educação financeira dos consumidores, e infelizmente esse quadro não se alterará enquanto o tema não for tratado de forma séria, com inclusão nas escolas e empresas.
Aumento no uso do cartão de crédito leva ao atraso no pagamento das faturas
13/Outubro/2009Para especialistas, facilidade para comprar com cartões leva os consumidores ao atraso no pagamento
Do total de R$ 26,49 bilhões devidos pelos brasileiros em julho, 28,3% eram dívidas vencidas há mais de 90 dias, o que tecnicamente é considerado inadimplência. Com base nesses dados, calculados pelo Banco Central, os especialistas avaliam que o calote está sendo provocado pelo aumento no prazo de pagamento das faturas. Historicamente, o prazo de pagamento dos cartões era de 30 dias, mas, de acordo com pesquisa da Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), na média dos primeiros sete meses deste ano, o prazo passou para 53 dias.
Agora, os comerciantes começam a se inquietar com o que Altamiro Carvalho, economista da Fecomércio, chama de “perda no nível de qualidade do endividamento das famílias”. Isso significa que, se as famílias demoram mais para pagar as dívidas, também demoram mais para voltar a consumir porque estão com parte da renda comprometida com as prestações de compras anteriores.
Mas, de acordo com o economista Pedro Vartanian, da Trevisan Escola de Negócios, não é só a questão do aumento no prazo de quitação das faturas que preocupa. Para ele, o crescimento das operações com cartão de crédito é causado pelo aumento no número de estabelecimentos que aceitam esse tipo de pagamento, além da isenção da anuidade oferecida a alguns clientes pelas operadoras.
O consultor da Trevisan diz que a taxa de juros é realmente alta comparada a outros tipos de financiamento, mas ressalta que “quem utiliza o cartão e quita a fatura no prazo não paga juros”. Por esse motivo, o aumento das operações com cartão não sofre o impacto direto da taxa de juros.
Para Mário Rubens, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o cartão de crédito é utilizado pelas classes mais baixas como forma de complementar a renda. Por isso, esses consumidores são indiferentes à variação das taxas de juros, mais preocupadas com o tamanho do crédito rotativo.
Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DiSOP de Educação Financeira, considera que a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nas compras de eletrodomésticos, material de construção e automóveis, também teve forte efeito no aumento das operações com cartão de crédito.
Escrito por disop
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